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Panorama das Emendas Parlamentares ao Orçamento Federal 2026

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Análises

Pesquisas e estudos sobre emendas.

  • IPEA: O Legislativo na alocação do orçamento : entre regras formais e práticas informais

    O relatório analisa como reformas que restringem formalmente os poderes orçamentários do Legislativo podem estimular o surgimento de mecanismos informais de influência sobre a alocação de recursos públicos. Com base em uma abordagem teórica sobre delegação orçamentária, problema de recurso comum e instituições informais, o estudo compara os casos do Equador, da Colômbia e do Chile, complementando a análise com dados de 124 democracias e de 18 democracias presidenciais latino-americanas. Os resultados indicam que, quando as restrições formais entram em conflito com os incentivos políticos dos parlamentares, tendem a emergir arranjos alternativos de alocação, como as coaliciones fantasma no Equador, os cupos indicativos na Colômbia e as glosas presupuestarias no Chile. Esses mecanismos preservam a influência parlamentar sobre o gasto público sem alterar formalmente as normas constitucionais, porém operam com menor transparência e controle institucional. O estudo conclui que reformas orçamentárias baseadas exclusivamente na redução dos poderes formais do Legislativo tendem a ser contornadas e que a efetividade dessas reformas depende da compatibilidade entre o desenho institucional e os incentivos que orientam o comportamento dos parlamentares. Leia o relatório completo de Manoel Leonardo Santos e Acir Almeida:
  • IPEA: Além da impositividade : diretrizes para o aprimoramento das emendas orçamentárias

    O relatório analisa os desafios decorrentes da crescente participação do Congresso Nacional na alocação dos recursos do orçamento da União ao longo da última década, especialmente após a consolidação do regime impositivo das emendas parlamentares, a expansão do volume de recursos destinados a essas emendas e a criação das transferências especiais. A partir de uma abordagem político-institucional das relações entre Executivo e Legislativo, o estudo examina problemas relacionados à efetividade das emendas, como baixa articulação com o planejamento setorial, pulverização dos recursos e instabilidade das alocações, bem como questões de legitimidade associadas à transparência, rastreabilidade e controle dos gastos públicos. O relatório argumenta que tais desafios decorrem não apenas de limitações regulatórias, mas também dos incentivos políticos que favorecem maior intervenção parlamentar na definição do gasto público. Com base nesse diagnóstico, propõe diretrizes voltadas ao fortalecimento da análise de mérito das emendas pelas comissões temáticas, ao aprimoramento da integração entre planejamento e execução orçamentária, à ampliação dos mecanismos de transparência e controle e à revisão das transferências especiais, defendendo soluções incrementais capazes de elevar a efetividade e a legitimidade das emendas parlamentares sem restringir as prerrogativas distributivas do Poder Legislativo. Leia o relatório completo de Acir Almeida, Maria Dominguez e Sérgio Praça:
  • IPEA: Emendas orçamentárias no pós-2014 : uma análise institucional

    O relatório analisa o uso das emendas orçamentárias parlamentares no Brasil após a adoção do regime impositivo em 2015, examinando como a interação entre regras formais e informais, preferências dos atores políticos e comportamentos estratégicos influencia os padrões de alocação e execução dos recursos públicos. Com base em análise normativa, entrevistas com participantes do ciclo orçamentário federal e dados quantitativos sobre despesas orçamentárias, o estudo distingue duas dimensões centrais do fenômeno: a política, relacionada ao volume e à distribuição dos recursos definidos pelo Congresso Nacional, e a republicana, vinculada à transparência, rastreabilidade e regularidade na aplicação das emendas. Os resultados indicam que a impositividade favoreceu um processo de parlamentarização progressiva do gasto público, impulsionado por incentivos políticos decorrentes das relações entre Executivo e Legislativo, ao mesmo tempo em que persistem práticas de apropriação de mecanismos coletivos para fins de distribuição política individualizada. Conclui-se que os desafios da dimensão republicana dependem principalmente do fortalecimento dos mecanismos de controle e cumprimento das normas existentes, enquanto as questões relacionadas à dimensão política estão associadas à estrutura de incentivos que sustenta a crescente ampliação da influência parlamentar sobre o orçamento público. Leia o relatório completo de Sérgio Praça e Acir Almeida:

Últimas notícias

As principais atualizações para entender o que está em jogo.

Revista Liberta: Campeão de emendas, Rio Largo (AL) sofre com a falta de coleta e tratamento de esgoto

A desigualdade profunda do Brasil também se mede pelo acesso aos serviços básicos. Os que têm e os que não têm esgoto sanitário, por exemplo. Rio Largo, em Alagoas, é um exemplo dramático. A cidade vizinha de Maceió conta com cerca de 97 mil habitante e, deles, 69% não sabem o que é coleta e tratamento de esgoto em casa. São bairros inteiros sem o serviço que, matematicamente, já deveria estar em todas as casas da cidade. Segundo o Instituto Trata Brasil, um investimento médio de R$ 233 reais por pessoa resolveria o problema. No caso de Rio Largo, seriam cerca de R$ 15,6 milhões. Em 2021, a cidade recebeu quase esse montante em emendas parlamentares. No ano anterior? R$ 41,5 milhões em emendas. Dinheiro suficiente para garantir esgotamento sanitário a todos os moradores num ano só, com muita sobra. Em 2024, o município recebeu outros R$ 36 milhões. Ou seja, dinheiro não falta. De acordo com a organização Central das Emendas, foram mais de R$ 167 milhões aprovados pelos parlamentares e pelo Executivo. Boa parte via Orçamento Secreto. Aquelas emendas que ninguém sabe qual é o nome do autor. Rio Largo é reduto eleitoral do deputado Arthur Lira, que foi presidente da Câmara dos Deputados por dois mandatos consecutivos. No comando da Casa, ele garantiu ao ex-prefeito GG um duto permanente de dinheiro de emendas parlamentares. GG já foi preso, ou detido, quatro vezes por envolvimento em suspeitas de corrupção e desvio de dinheiro público. Leia a matéria completa de Heloísa Villela (com paywall):

Folha de S. Paulo: Lula paga recorde de emendas antes da eleição, mas prevê ampliar críticas na campanha

Após desembolsar um volume recorde de emendas às vésperas da eleição e sob pressão do Congresso, o presidente Lula (PT) planeja aumentar as críticas na campanha ao poder dos parlamentares com essas verbas e deve incluir em seu programa de governo a proposta de revisão desse modelo. O mecanismo, que permite a deputados e senadores enviarem dinheiro para suas bases eleitorais, foi alvo nos últimos anos de uma ofensiva do petista, que chegou a vetar dispositivos que ampliavam o poder do Legislativo e a falar em "erro histórico" e "sequestro" do Orçamento, por retirar do Executivo a prerrogativa sobre esse dinheiro. Leia a matéria completa de Caio Spechoto, Catia Seabra e Augusto Tenório:

G1: Emendas PIX: PF faz operação em quatro estados para apurar uso irregular de recursos públicos

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira (3) 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, na Bahia, em São Paulo e em Tocantins em uma operação que apura irregularidades na aplicação de "emendas PIX" — que são recursos públicos federais fruto de emendas parlamentares de transferência especial. Batizada de "Acesso Negado", a operação da PF apura a aplicação dessas emendas nos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, ambos em Roraima. De acordo com as decisões que autorizaram a operação, a suspeita é de irregularidades no uso de R$ 145 milhões em "emendas PIX" — R$ 55,7 milhões em Iracema e R$ 89,4 milhões em São Luiz. Leia a matéria completa de Camila Bomfim, Márcio Falcão, Thiago Resende, Michele Mendes, Mariana Laboissière, Ana Flávia Castro:

Estadão: Lula paga recorde de R$ 34 bilhões em emendas antes das eleições e irriga campanha de parlamentares

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares em 2026 até o dia 4 de julho. É o maior valor da história em um período pré-eleitoral e supera tudo que foi repassado no ano de 2022 inteiro, nas últimas eleições presidenciais. Procurada, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República afirmou que a “execução de recursos orçamentários é feita de acordo com a legislação e as determinações do Supremo Tribunal Federal, observada a aprovação técnica das propostas pelos órgãos responsáveis pela sua execução, bem como a disponibilidade orçamentária e financeira”. “Na média, um parlamentar pode ter R$ 80 milhões em emendas por ano. Só de as emendas existirem do jeito que estão hoje, já cria um desproporção entre um candidato no cargo e um candidato novo. Oferecer as emendas antes do período eleitoral é mais uma vantagem para ele. A lei eleitoral continua, mas fica enfraquecida”, diz Bruno Bondarovsky, pesquisador associado da PUC-Rio e idealizar da Central das Emendas, ferramenta de acompanhamento dos recursos. Leia a matéria completa de Daniel Weterman (com paywall): Reproduzida por Diário da Região: Reproduzida por Hoje SC: Reproduzida pelo blog Felipeh Campos: https://felipehcampos.com.br/noticia/13320/recorde-lula-paga-r-34-bilhoes-em-emendas-parlamentares-antes-das-eleicoes

Poder 360: TCU vê irregularidades na execução de emendas Pix em 18 cidades

O Tribunal de Contas da União aprovou, nesta 4ª feira (1º.jul.2026), 3 auditorias sobre a execução de emendas Pix em municípios brasileiros. No principal processo analisado, o Acórdão 1.732 de 2026, o TCU avaliou 26 objetos de contratações e locações em 18 municípios, envolvendo R$ 30,6 milhões em recursos públicos. A Corte determinou a abertura de tomadas de contas especiais e de processos apartados de representação para aprofundar a apuração de irregularidades. Acesse a decisão na íntegra: Leia a matéria completa de Eduardo Perry:

Estadão: Governo Lula propõe que população escolha destino de emendas e contrata mais atrito com Congresso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer destinar o dinheiro de emendas parlamentares para o chamado orçamento participativo, em que a população escolhe o que fazer com o recurso. A proposta começou a ser debatida no Congresso Nacional e enfrenta resistências. O Poder Executivo encaminhou um ofício ao Legislativo para alterar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. A medida autoriza o governo a instituir um processo de orçamento participativo para a alocação de recursos da União. Leia a matéria completa de Daniel Weterman:

Poder 360: TCU lançará painel para rastrear emendas em 1º de julho

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho, afirmou nesta 4ª feira (17.jun.2026) que a Corte lançará em 1º de julho um painel digital para acompanhar a execução de emendas parlamentares. De acordo com o ministro, a ferramenta permitirá rastrear a destinação e a aplicação dos recursos desde a aprovação no Congresso Nacional até a execução final das obras ou projetos financiados. O anúncio foi feito durante sessão do plenário do Tribunal. Segundo Vital do Rêgo, o sistema está sendo desenvolvido em conjunto com o Congresso e integra uma iniciativa voltada ao aumento da transparência e do acompanhamento dos recursos públicos. Acesse aqui o novo Painel do TCU. Explore também o Painel de Dados da Central das Emendas. Leia a matéria completa de Leo Garfinkel e Mariana Aquino:

O Globo: O país que queremos: como frear o avanço das emendas parlamentares sob o Orçamento?

Chegamos ao terceiro capítulo da série sobre temas relevantes de política econômica, com foco programático e de olho na eleição presidencial de outubro, destrinchando o problema do excesso de recursos do Orçamento definidos por emendas parlamentares. Os dez temas que O GLOBO vem tratando, e tratará nas próximas semanas, foram propostos pelo economista Fabio Giambiagi, em suas colunas no jornal. Para ampliar o debate, O GLOBO traz propostas do ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, que aposta na política como caminho; do ex-secretário de Orçamento Hélio Tollini, que sugere uma reforma na maneira de o Congresso intervir no Orçamento; e da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Cleo Manhas, que aponta a desconexão entre as emendas e o interesse público. Leia o artigo completo:

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A Central das Emendas é uma organização que atua para aprimorar o uso eficiente do orçamento público, com foco nas emendas parlamentares. Nosso objetivo é tornar mais acessível o acompanhamento de como o dinheiro público é utilizado, disponibilizando dados e difundindo conhecimento.

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