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Panorama das Emendas Parlamentares ao Orçamento Federal 2026

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Análises

Pesquisas e estudos sobre emendas.

  • Fernando Moutinho Ramalho Bittencourt: Inconstitucionalidade das “Indicações Parlamentares” em Emendas ao Orçamento

    Muito se tem discutido, na doutrina e no debate público, acerca das emendas parlamentares no período recente: a inconstitucionalidade e distorção institucional de fixar-lhes um grau de “impositividade” distinto daquele de qualquer outra despesa orçamentária (Veiga & Bittencourt, 2019); a falta de transparência da execução das emendas de relator (Pires, 2021; Shalders & Pires, 2021; Dantas & Portinari, 2022; Bassi, 2022); os riscos à impessoalidade provenientes das mesmas emendas de relator e a falta de critérios para sua dis- tribuição (Shalders, 2021; Teixeira, 2022; Pires, 2022; Portinari & Dantas, 2022; Bassi, 2022); as denúncias de irregularidades na sua execução e de seu uso como mecanismo de influência sobre o parlamento (Tomazelli, 2021; Carazza, 2021; Pupo, 2021; Pires, 2021a; Mateus & Vargas, 2022; Pires, 2022)1. As questões relativas às emendas de relator, inclusive, encontram-se sob discussão da respectiva constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal (ADPFs 850, 851 e 854). Um ponto, porém, tem passado despercebido nessa ampla discussão: a inconstitucionalidade material das “indicações parlamentares” de beneficiários de despesas abertas na lei orçamentária pela via de emendas parlamentares. Definindo melhor o que vem a ser tal instituto, sucessivas leis de diretrizes orçamentárias federais e a respectiva regulamentação3 vêm estabelecendo um procedimento em duas fases para execução de tais despesas: inicialmente, a lei orçamentária autoriza a distribuição de recursos em uma determinada programação orçamentária que especifica genericamente o objeto do gasto, podendo ou não nessa especifi- cação identificar a abrangência geográfica ou a identidade do beneficiário de transferência direta4; em seguida, cabe aos autores das respectivas emendas (parlamentares individuais, coordenadores de bancada, ou relator geral do orçamento) procederem à “indicação” do beneficiário5 de uma determinada despesa ou transferência (parâmetro este que não consta da lei orçamentária publicada, mas, ao contrário, é deliberado posteriormente, sendo supostamente uma competência do parlamentar individual que é o autor da emenda6). Aí, precisamente, reside a inconstitucionalidade. Leia o artigo completo:
  • IPEA: Emendas parlamentares em políticas sociais

    A obra analisa a evolução das emendas parlamentares no orçamento federal brasileiro entre 2014 e 2025, destacando as mudanças constitucionais e legais que ampliaram a participação do Poder Legislativo na alocação de recursos públicos e seus impactos sobre o financiamento das políticas sociais. O livro examina o crescimento das emendas parlamentares, suas diferentes modalidades e os efeitos da execução impositiva sobre o planejamento, a gestão orçamentária e a coordenação federativa. Também apresenta estudos específicos sobre a destinação de recursos para saúde, educação, universidades e institutos federais, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), políticas de emprego, trabalho e renda, além das transferências especiais conhecidas como "emendas Pix", discutindo aspectos relacionados à distribuição territorial, transparência, equidade e efetividade dos gastos públicos. Ao reunir análises inéditas e revisadas, a publicação oferece um panorama abrangente e atualizado sobre a crescente centralidade das emendas parlamentares na execução das políticas públicas e seus desafios para a administração pública brasileira. Acesse o livro completo de Fabiola Supino Vieira, Paulo Meyer Nascimento, José Aparecido Carlos Ribeiro:
  • CNM: quase metade dos Municípios possuem emendas de vereadores

    Estudo inédito da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que quase metade das prefeituras possuem emendas de vereadores. O relato de 44% dos gestores, dos que responderam a pesquisa, é que elas não são suficientes para a execução das respectivas obras e serviços. Confira o levantamento completo:

Últimas notícias

As principais atualizações para entender o que está em jogo.

G1: Emendas PIX: PF faz operação em quatro estados para apurar uso irregular de recursos públicos

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira (3) 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, na Bahia, em São Paulo e em Tocantins em uma operação que apura irregularidades na aplicação de "emendas PIX" — que são recursos públicos federais fruto de emendas parlamentares de transferência especial. Batizada de "Acesso Negado", a operação da PF apura a aplicação dessas emendas nos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, ambos em Roraima. De acordo com as decisões que autorizaram a operação, a suspeita é de irregularidades no uso de R$ 145 milhões em "emendas PIX" — R$ 55,7 milhões em Iracema e R$ 89,4 milhões em São Luiz. Leia a matéria completa de Camila Bomfim, Márcio Falcão, Thiago Resende, Michele Mendes, Mariana Laboissière, Ana Flávia Castro:

Estadão: Lula paga recorde de R$ 34 bilhões em emendas antes das eleições e irriga campanha de parlamentares

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares em 2026 até o dia 4 de julho. É o maior valor da história em um período pré-eleitoral e supera tudo que foi repassado no ano de 2022 inteiro, nas últimas eleições presidenciais. Procurada, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República afirmou que a “execução de recursos orçamentários é feita de acordo com a legislação e as determinações do Supremo Tribunal Federal, observada a aprovação técnica das propostas pelos órgãos responsáveis pela sua execução, bem como a disponibilidade orçamentária e financeira”. “Na média, um parlamentar pode ter R$ 80 milhões em emendas por ano. Só de as emendas existirem do jeito que estão hoje, já cria um desproporção entre um candidato no cargo e um candidato novo. Oferecer as emendas antes do período eleitoral é mais uma vantagem para ele. A lei eleitoral continua, mas fica enfraquecida”, diz Bruno Bondarovsky, pesquisador associado da PUC-Rio e idealizar da Central das Emendas, ferramenta de acompanhamento dos recursos. Leia a matéria completa de Daniel Weterman (com paywall): Reproduzida por Diário da Região: Reproduzida por Hoje SC:

Poder 360: TCU vê irregularidades na execução de emendas Pix em 18 cidades

O Tribunal de Contas da União aprovou, nesta 4ª feira (1º.jul.2026), 3 auditorias sobre a execução de emendas Pix em municípios brasileiros. No principal processo analisado, o Acórdão 1.732 de 2026, o TCU avaliou 26 objetos de contratações e locações em 18 municípios, envolvendo R$ 30,6 milhões em recursos públicos. A Corte determinou a abertura de tomadas de contas especiais e de processos apartados de representação para aprofundar a apuração de irregularidades. Acesse a decisão na íntegra: Leia a matéria completa de Eduardo Perry:

Estadão: Governo Lula propõe que população escolha destino de emendas e contrata mais atrito com Congresso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer destinar o dinheiro de emendas parlamentares para o chamado orçamento participativo, em que a população escolhe o que fazer com o recurso. A proposta começou a ser debatida no Congresso Nacional e enfrenta resistências. O Poder Executivo encaminhou um ofício ao Legislativo para alterar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. A medida autoriza o governo a instituir um processo de orçamento participativo para a alocação de recursos da União. Leia a matéria completa de Daniel Weterman:

Poder 360: TCU lançará painel para rastrear emendas em 1º de julho

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho, afirmou nesta 4ª feira (17.jun.2026) que a Corte lançará em 1º de julho um painel digital para acompanhar a execução de emendas parlamentares. De acordo com o ministro, a ferramenta permitirá rastrear a destinação e a aplicação dos recursos desde a aprovação no Congresso Nacional até a execução final das obras ou projetos financiados. O anúncio foi feito durante sessão do plenário do Tribunal. Segundo Vital do Rêgo, o sistema está sendo desenvolvido em conjunto com o Congresso e integra uma iniciativa voltada ao aumento da transparência e do acompanhamento dos recursos públicos. Acesse aqui o novo Painel do TCU. Explore também o Painel de Dados da Central das Emendas. Leia a matéria completa de Leo Garfinkel e Mariana Aquino:

O Globo: O país que queremos: como frear o avanço das emendas parlamentares sob o Orçamento?

Chegamos ao terceiro capítulo da série sobre temas relevantes de política econômica, com foco programático e de olho na eleição presidencial de outubro, destrinchando o problema do excesso de recursos do Orçamento definidos por emendas parlamentares. Os dez temas que O GLOBO vem tratando, e tratará nas próximas semanas, foram propostos pelo economista Fabio Giambiagi, em suas colunas no jornal. Para ampliar o debate, O GLOBO traz propostas do ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, que aposta na política como caminho; do ex-secretário de Orçamento Hélio Tollini, que sugere uma reforma na maneira de o Congresso intervir no Orçamento; e da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Cleo Manhas, que aponta a desconexão entre as emendas e o interesse público. Leia o artigo completo:

Folha de S. Paulo: Estados e capitais destinam R$ 15,4 bi a emendas parlamentares locais em ano eleitoral

Deputados estaduais e vereadores de capitais carimbaram R$ 15,4 bilhões dos orçamentos desses entes para emendas parlamentares em 2026, ano eleitoral, segundo levantamento feito pela Folha. Desse valor, R$ 13,46 bilhões serão distribuídos por meio de emendas de deputados estaduais, um crescimento nominal de 13,1% em relação aos R$ 11,9 bilhões indicados no ano passado. O valor restante (R$ 1,98 bilhão) será destinado pelos vereadores das capitais. Leia a matéria completa de Idiana Tomazelli (com paywall):

G1: A dez dias do fim do prazo, governo ainda não pagou 10% do valor mínimo de emendas previstas para o 1º semestre

A dez dias do fim do prazo estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não pagou 10% do volume mínimo de emendas previstas para o primeiro semestre. O governo ainda precisa repassar um terço do valor previsto para as emendas feitas por transferências especiais — as chamadas emendas PIX. Até 18 de junho, o governo federal pagou R$ 15,8 bilhões do total de R$ 17,3 bilhões previstos para essas ações. Desse total, o Executivo quitou R$ 12,3 bilhões em emendas de saúde e R$ 583,1 milhões de assistência social, o que representa o total para essas áreas. Leia a matéria completa de Vinícius Cassela e Caetano Tonet:

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