Gabriel Guimarães de Souza: Quem manda no dinheiro? O novo dilema institucional da democracia no Brasil

Acadêmico
15/01/2026

Abordar os desafios da democracia no Brasil é, antes de tudo, um exercício de escolha sobre onde devemos focar nosso olhar. Um dos caminhos possíveis é observar a crescente violência política que o país vive, com a intensificação da polarização e um aumento do número de crimes por razões políticas. Outra abordagem razoável é falar, mas do ponto de vista sociológico, sobre como a desconfiança dos brasileiros - captadas pelas pesquisas de opinião - em relação aos políticos, às instituições da República e, essencialmente, a desconfiança mútua, impacta a confiança social

Podemos seguir também um caminho que explora como o populismo –de direita e de esquerda – tem produzido danos à democracia e empobrecido o debate público nacional. Ainda temos a opção de discutir o impacto das decisões do poder judiciário e sua interferência no processo político brasileiro. No entanto, estes - e muitos outros - caminhos possíveis não serão abordados neste artigo.

A premissa central deste texto é que os fenômenos como a polarização extrema e a desconfiança institucional não devem ser vistas apenas como eventos paralelos, e sim como elementos que são agravados e retroalimentados por uma disfunção estrutural mais profunda: a busca de uma nova forma de relação entre Executivo e Legislativo.

Entre muitas transições que o Brasil enfrente - demográfica, profissional e religiosa - a transição de relacionamento entre os Poderes da Federação merece uma atenção especial, especialmente porque se trata de um processo de mudança recente, que iniciou em 2015 e se intensificou a partir de 2020, com reflexos diretos nas eleições de 2022 e também, futuramente, nas eleições de 2026.

Leia o artigo completo e acesse a revista: https://frph.info/bien-comun/

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